Dia da Síndrome de Down: pessoas portadoras lutam por visibilidade no mercado de trabalho

(Imagem: Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down)

Nos últimos anos, a busca pela visibilidade para pessoas com síndrome de Down obteve crescimento, mas, mesmo com o esforço das organizações, grupos sociais e a demonstração dos exemplos de sucesso, ainda falta muito para que o mercado de trabalho agregue esse grupo em tarefas práticas e nas responsabilidades reais. Esse questionamento ganha força nesta quinta-feira (21/3), Dia Internacional da Síndrome de Down, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da luta pelos direitos igualitários.

“As pessoas com Síndrome de Down têm dado lições ao mundo quanto à inclusão. Hoje, elas estão nos bancos escolares, são professores, empresários, repórteres, vendedores, fotógrafos, dentre tantas outras profissões, ocupando lugar próprio e digno na sociedade”, comentou o secretário nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Marco Pellegrini. Além dos trabalhos que são mais convencionais, a turma do cromossomo 21 tem se aventurado em outros setores, como em redes sociais ou através de vídeos na internet.

Exemplo disso é Cailana Bauer (foto à esqueda), baiana de 22 anos que se tornou famosa na internet depois que surgiu como a primeira youtuber brasileira com Sindrome de Down. A jovem, conhecida como Cacai Bauer, possui um canal que soma mais de três milhões de visualizações e, nas redes sociais, ganha destaque como influenciadora digital para seus mais de 25 mil seguidores, seja pelas paródias, conselhos ou músicas produzidas. 

Ainda dentro do universo da comunicação, Fernanda Honorato (foto à direita) ganhou destaque depois de se  tornar a primeira repórter com síndrome de Down do país, recebendo inclusive o prêmio Claudia, em 2017, na categoria Trabalho Social. Nascida no Rio de Janeiro (RJ), ela trabalha no Programa Especial, no canal TV Brasil, desde 2006. Atualmente também é atleta da Sociedade de Síndrome de Down na modalidade natação e desfila em escolas de samba todos os anos.

Essa visibilidade possibilita que outras pessoas com Sindrome de Down se permitam descobrir novas formas de empregabilidade. Para quem busca saber mais sobre como apoiar a luta pela inclusão, existe disponível o portal da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, local onde publicações, parceiros e projetos desenvolvidos são disponbilizados para o público, além de datas e locais de eventos voltados para a discussão sobre o tema.

O DIA 21 DE MARÇO – “Não deixe ninguém para trás” é o tema do Dia Internacional da Síndrome de Down 2019. Trata-se de uma chamada a toda sociedade e ao Poder Público em prol das pessoas com Síndrome de Down nos mais diversos segmentos, a exemplo da Educação e do mercado de trabalho. Confira aqui as razões para a escolha do tema deste ano.

Secom TRT5 (Juliani Rodowanski, sob supervisão de Franklin Carvalho, com informações do Governo Federal, IBGE e TV Brasil e fotos de Eli Cruz/Ibahia e arquivo da TV Brasil. Pauta sugerida pelo TRT5-Saúde) - 21/3/2019