Saúde em Movimento: leia texto sobre dependência digital elaborado por profissionais do TRT5

Publicamos a seguir, como parte da Semana Saúde em Movimento, texto sobre dependência digital elaborado por profissionais do TRT5. Nos próximos dias serão divulgadas mais sugestões para o bem-estar e a vida saudável.

Dependência digital e impactos na saúde

A internet é uma ferramenta que veio para facilitar a vida das pessoas, entretanto ela trouxe consigo uma série de consequências, principalmente quando seu uso é excessivo. O advento dos smartphones possibilitou a utilização da internet em praticamente qualquer lugar, e sua função que antes se restringia a chamadas e mensagens de texto foi ampliada após o surgimento dos aplicativos, podendo servir como máquina fotográfica, filmadora, dar acesso a redes sociais, ser um despertador, calculadora, rádio, guardar as músicas, ser um GPS, mandar e receber e-mails.
Estudos mostram que os usuários excessivos não só se distraem com extrema facilidade com seus celulares, como também apresentam dificuldade em controlar o tempo gasto, o que pode provocar isolamento social, desconforto emocional, ansiedade, agitação, irritabilidade, depressão, perturbação, TOC (transtorno-obsessivo-compulsivo) e outros.

Além disso, o uso excessivo pode contribuir com o surgimento de problemas ortopédicos, a exemplo da tendinite do polegar, devido à digitação em excesso, além de dor na coluna cervical decorrente da má postura adotada para visualizar a tela do aparelho. Atenção aos critérios de dependência da internet (apresentar, pelo menos, 5 dos 8 critérios abaixo descritos):
(1) Preocupação excessiva com a internet;
(2) Necessidade de aumentar o tempo conectado (online) para ter a mesma satisfação;
(3) Exibir esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da internet;
(4) Apresentar irritabilidade e/ou depressão;
(5) Quando o uso da internet é restringido, apresenta labilidade emocional (internet como forma de
regulação emocional);
(6) Permanecer mais conectado (online) do que o programado;
(7) Ter o trabalho e as relações familiares e sociais em risco pelo uso excessivo;
(8) Mentir aos outros a respeito da quantidade de horas conectadas.

Fontes:
https://dependenciadeinternet.com.br/
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br
www.g1.globo.com

Ana Paula Mascarenhas (médica do Trabalho) e Aline Martins (enfermeira) - 23/10/2018